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FENAE
Grêmio vence Pachuca e está na final do Mundial de Clubes
Everton, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação, marcou o gol da vitória gremista
 Grêmio está na final do Mundial de Clubes | Foto: Ricardo Giusti





A "profecia" está mais próxima de ser cumprida: "acabar com o planeta". O Grêmio está na final do Mundial de Clubes e a 90 minutos, caso não haja prorrogação, de conquistar o campeonato mundial. Na tarde desta terça, noite nos Emirados Árabes, o Tricolor, num sufoco, num jogo nervoso, precisou da prorrogação para derrotar o Pachuca. Everton, num belo lance, após jogada com Cortez, aos 4 minutos do primeiro tempo da prorrogação, marcou o gol que garantiu o Grêmio em Abu Dhabi, sábado, para enfrentar Real Madrid ou Al Jazira.

O elenco, afinado, cumpriu à risca a ordem do comandante. Para chegar à final, tem que passar pela semifinal. E foi isso que o Grêmio fez. Não foi nem de longe uma atuação primorosa. Pelo contrário. O Grêmio teve dificuldades para encaixar o seu jogo, a sua troca de passes e chegada com vários jogadores na frente. Nenhum gremista esperava que seria fácil, mas também nenhum imaginava que seria tão sofrido e complicado. O Pachuca fez um enfrentamento duro com Grêmio. Impediu a progressão em alta velocidade do time de Renato Portaluppi com faltas, algumas delas, bem duras. É verdade que o Tricolor também facilitou a marcação mexicana. Michel e Ramiro tinham dificuldade em trocar passes com Luan, que foi marcado em todo canto que ia, e Fernandinho. O Grêmio chegou em lances de bola parada. Aos 16 minutos, Edílson bateu ao seu estilo: forte e com efeito. Por muito pouco não encobriu o goleiro Óscar Pérez. A outra "chance" ocorreu aos 40, também de falta.

Fernandinho, pela direita, mandou com veneno. Passou perto. Do lado mexicano, o japonês Honda teve duas oportunidades. Nas duas, Cortez foi o salvador tricolor. Aos 27 minutos o atacante recebeu na entrada da área. Quando ajeitava o corpo para o chute, Cortez, como um foguete surgiu para afastar. A segunda fez a torcida gremista fechar os olhos. Aos 45, os mexicanos trocaram passes e Honda avançou área adentro. Ele preparava o arremate e Cortez, de novo, apareceu e com o bico da chuteira afastou.

O Grêmio tentou iniciar o jogo apertando a marcação do Pachuca. Dificultar a saída de bola. Óscar Pérez saía com chutão ou com o zagueiro duro - Murillo. O Tricolor parecia que iria dominar rapidamente a partida. Logo aos 5 conseguiu um escanteio. Barrios cabeceou desajeitado e para fora. Na sequência, lance pela esquerda. Cortez tabelou com Michel. O cruzamento para dentro da área saiu fraco e ficou fácil para o zagueiro do Pachuca. Os mexicanos se apresentaram aos 8 minutos num chute de Honda. Grohe só acompanhou. O lance parece ter dado ímpeto aos "tuzos". Eles conseguiram sair de trás e avançar suas linhas. O Grêmio seguiu com dificuldade de articular o contragolpe e passou a deixar a defesa exposta. Kannemann levou amarelo. Geromel afastou outras. Grohe, de soco, evitou que a bola ficasse circulando pela área. O Pachuca encontrava espaços atrás dos volantes gremistas. Com isso chegava para os cruzamentos com alguma tranquilidade e sem pressa. Ficava com a bola.




Correio do Povo