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AL/RS
Seca faz cidades gaúchas decretarem situação de emergência
As cidades são; Hulha Negra, Morro Redondo, Amaral Ferrador, Pedras Altas e Cristal


Pastagem dá sinais da falta de chuva na cidade (Foto: Reprodução/RBS TV)




Enquanto o Norte do Rio Grande do Sul sofre com os efeitos de temporais, na Campanha e no Sul do estado cinco cidades já decretaram situação de emergência pela seca, e uma sexta elabora o documento.

A cidade de Hulha Negra, na Região da Campanha, emitiu o decreto na quinta-feira (25). O racionamento de água dura oito horas por dia, situação que se perpetua há quase dois meses. No campo, a produção de leite caiu até 30%, e as lavouras também sofrem com a seca.

A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estima que o prejuízo some R$ 8. As lavouras de soja foram as mais afetadas, com a perda de 20% do que foi plantado.

"Nos últimos cinco anos, tivemos problemas de excesso de chuva. Agora, essa questão de falta de chuvas e má distribuição dessas chuvas, as temperaturas elevadas e o vento, que é um fator que retira a umidade do solo com maior rapidez", diz o engenheiro agrônomo da Emater Guilherme Zorzi.




Caminhões pipa abastecem áreas rurais de Hulha Negra por conta da seca (Foto: Reprodução/RBS TV)




O prejuízo também é sentido pelos produtores de leite. Luis Langer afirma que as 30 vacas leiteiras produziam quase 900 litros diariamente, mas, agora, com a seca, caiu para 500.

"Isso aí acarreta em problemas futuros. O prejuízo não é só de hoje, o prejuízo é do futuro também", afirma o produtor rural.

Em muitas regiões de Hulha Negra a água só chega por meio de caminhões pipa. Trabalho que se repete todos os dias. Eles abastecem 250 famílias de produtores rurais. "Era para eu estar de férias, mas estou trabalhando das 7h às 22h, direto, botando água em todos os assentamentos", afirma o funcionário público Walter Gomes.

"Quando eu vi o caminhão eu vim feliz da vida para receber, porque a gente estava sem água", comemora a produtora rural Cleci Rosa da Veiga Barbosa.

Por conta dessa situação, a prefeitura da cidade resolveu elaborar o decreto, detalhando a situação, em busca de auxílio. "Na verdade, a gente vem caminhando, batendo na porta do governo do estado já faz um bom tempo. Desde que a gente começou a sentir os primeiros reflexos. Mas a gente enfrenta lá as inscrições. É difícil explicar para quem está atrás de uma mesa a situação do teu município, porque nós aqui, a quase 400 km de distância, chegamos ao ponto em que chegamos", desabafa o prefeito Renato Machado.

Sobre a crítica, o governo diz que a defesa Civil está à disposição dos municípios para orientar na elaboração dos decretos, e que vai fazer um esforço coletivo para ajudar no enfrentamento da estiagem.





Fonte: G1