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AL/RS
Meirelles descarta corte de impostos a empresas
Alíquotas corporativas foram reduzidas em pelo menos dez países, mas se manterão no Brasil, conforme ministro

Apesar da elevada carga de impostos no Brasil, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defendeu nesta sexta-feira, a manutenção do patamar atual da tributação mais alta do Imposto de Renda (IR) das empresas. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Meirelles, que busca consolidar a sua candidatura à Presidência da República nas eleições de outubro com apoio do MDB, descartou uma redução das alíquotas na esteira do movimento mundial de redução da tributação das companhias, puxado pelos Estados Unidos.

A pressão pela queda do Imposto de Renda no Brasil se intensificou depois que Estados Unidos e Argentina reduziram a tributação das suas companhias. A maior economia do mundo diminuiu o Imposto de Renda das empresas de 35% para 21%. E a Argentina, principal sócio do Brasil no Mercosul, aprovou corte gradual, que levará a alíquota de 35%, em 2017, para 25% até 2020. No Brasil, a alíquota média do IR é de 34%.

Meirelles reconheceu que tem recebido reivindicações para que o Brasil acompanhe o movimento internacional. Mas argumentou que o governo pretende manter altas as alíquotas tributárias para pessoa jurídica. "A renda grande vem da distribuição de capital e isso é o que é tributado no lucro das empresas", disse. "Pela distribuição de renda e concentração, eu acho que justifica manter uma alíquota elevada na tributação das empresas. O imposto que incide de fato sobre o alto rendimento é o das empresas que distribuem dividendos", justificou.

Como mostrou o jornal O Estado de S. Paulo, levantamento realizado pela Ernst & Young para a Confederação Nacional das Indústrias (CNI) revelou que a tendência vai além de EUA e Argentina. Desde 2015, pelo menos mais oito países cortaram alíquotas corporativas: Bélgica, Espanha, França, Itália, Irlanda, Japão, Noruega e Reino Unido. A Holanda apresentou projeto nesse sentido em outubro. A média da alíquota corporativa nos 35 países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) passou de 32%, no ano 2000, para atuais 24%, mostrou o estudo.






Fonte: CP