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Ataques continuam em Guta Oriental, na Síria, apesar de trégua anunciada pela Rússia
Putin determinou uma trégua de cinco horas, que não foi respeitada. Continuidade do conflito impede retirada de mais de 1000 feridos ou doentes.
Cidade síria de Kafr Batna, em Guta Oriental, é bombardeada nesta quinta-feira (22) (Foto: AMER ALMOHIBANY / AFP)





Os taques prosseguiram nesta terça-feira (27) em Guta Oriental, na região de Damasco, apesar da “trégua humanitária” de cinco horas anunciada pela Rússia. O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH) afirmou que uma pessoa morreu, segundo a France Presse.

Na segunda-feira (26), o presidente russo, Vladimir Putin, tinha ordenado a "trégua humanitária" na região das 9h às 14h locais (4h às 9h, horário de Brasília). O período defendido pelo principal aliado de Bashar al Assad, é muito inferior face à resolução da ONU, aprovada no sábado, que pedia um cessar-fogo imediato de 30 dias.

A Rússia e o governo sírio acusam os rebeldes de não respeitarem o corredor humanitário, mas os rebeldes negam, de acordo com a Reuters.

Nesta manhã, o porta-voz do Departamento de Ajuda Humanitária da ONU, Jens Laerke, disse em Genebra, na Suíça, ter sido informado do prosseguimento dos bombardeios. "Claramente, a situação no local não permite a entra e saída de feridos", afirmou.



Entenda a crise na região


A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 1000 pessoas estão doentes ou feridas, aguardando para serem retiradas da região, mas, até o momento, não há previsão para que isso aconteça.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos informou, segundo a Efe, que aviões atacaram o povoado de Iftiris, enquanto um helicóptero jogou dois barris de explosivos contra a cidade de Shifunia, sem que haja informações de vítimas.



Cidade síria de Kafr Batna, em Guta Oriental, é bombardeada nesta quinta-feira (22) (Foto: AMER ALMOHIBANY / AFP)

Cidade síria de Kafr Batna, em Guta Oriental, é bombardeada nesta quinta-feira (22) (Foto: AMER ALMOHIBANY / AFP)





Ofensiva em Guta


O presidente sírio, Bashar al-Assad, que tem apoio da Rússia e do Irã, vem reconquistando gradualmente áreas onde seus opositores se insurgiram contra seu governo em 2011. Guta Oriental é o último grande bastião rebelde próximo de Damasco, a sede da administração de Assad.

A ofensiva do governo na região, que começou no domingo (18), já é considerada uma das mais violentas da guerra síria, que já dura quase sete anos.

Após a intensificação dos combates em Guta Oriental, com intensos ataques aéreos, de artilharia e com mísseis, a região contabilizou a morte de mais de 520 pessoas, de acordo com um saldo compilado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos, grupo de monitoramento sediado no Reino Unido.



EFP