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FENAE
Atirador deixa três mortos em Liège, no leste da Bélgica
Entre as vítimas estão dois policiais

Um homem armado matou três pessoas e deixou duas pessoas feridas no centro da cidade de Liège, no leste da Bélgica, na manhã desta terça-feira (29). O suspeito foi morto após fazer uma mulher como refém. Autoridades trabalham com a suspeita de terrorismo.

De acordo com jornal “Le Soir”, por volta de 10h30 (horário local), um homem foi abordado por policiais, aparentemente para um controle de rotina, na frente de uma escola, no Boulevard d'Avroy - uma das avenidas principais da cidade. Ele conseguiu desarmar um dos policiais e fez os disparos. Os dois policiais e a passageira de um veículo que passava pelo local morreram.


Suspeita de terrorismo


A imprensa local relata que o sequestrador teria gritado "Allahu Akbar" (Alá é grande) durante a ação. A Procuradoria Federal belga, responsável por casos de terrorismo, assumiu o comando da investigação, "pois existem elementos que vão na direção de um atentado terrorista", afirmou o porta-voz do entidade, Eric Van Der Sypt, segundo a France Presse.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram as pessoas correndo pela avenida central, o deslocamento da polícia e a aproximação das ambulâncias.

Os policiais e militares foram alvos de várias agressões desde 2016 na Bélgica, onde o grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou um atentado em março de 2016, que deixou 32 mortos no metrô e aeroporto de Bruxelas.

O último ataque considerado "terrorista" no país aconteceu em 25 de agosto de 2017, quando um homem de 30 anos de origem somali atacou, com uma faca, dois soldados aos gritos de "Allahu Akbar" no centro de Bruxelas. Um soldado ficou levemente ferido e o autor do ataque foi morto.

Liège é uma cidade industrial, de 200 mil habitantes, na região da Valônia, que fica próxima à fronteira alemã. Em 2011, a cidade também foi palco de um tiroteio que terminou com quatro mortos e mais de 100 feridos. Nesta ocasião, o atirador se matou em seguida, segundo a Reuters.






Fonte: G1