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AL/RS
Servidores municipais da saúde decidem entrar em greve
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Servidores do Instituto Municipal de Estratégia de Saúde da Família (Imesf) confirmaram nesta terça-feira à noite, em plenária na Capital, que a categoria vai entrar em greve a partir do dia 31 de julho. A decisão, unânime, ocorreu durante assembleia. Os profissionais da saúde exigem reposição salarial referente aos últimos dois anos e a manutenção de 10% do incentivo sobre o salário-base. O Imesf reúne 1,7 mil profissionais.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Enfermeiros do Rio Grande do Sul (Sergs), Estêvão Finger, a categoria vai respeitar o prazo legal de 72 horas, a partir da publicação do edital, para iniciar a greve. “Vamos fazer todos os trâmites legais. Infelizmente tivemos que chegar nessa situação porque falta diálogo e habilidade política por parte do governo Marchezan em negociar e valorizar os trabalhadores”, afirma.

À tarde, representantes do Imesf reuniram com integrantes da Secretaria Municipal da Saúde, em audiência no Tribunal Regional do Trabalho. O encontro foi a última instância para evitar a greve. “É sabido que a manutenção desses 10% de incentivo, de gratificação, não impactariam financeiramente para o município. Isso eles deixaram claro na mesa. Então entendemos que é uma opção política do governo”, diz Finger.

Conforme Finger, a supressão de 10% do salário-base, no caso do enfermeiro, por exemplo, corresponde a R$ 600. “Ainda apostamos no diálogo. A greve é sempre o último caminho”, acrescenta. Os profissionais do Imesf são formados por enfermeiros, técnicos de enfermagem, médicos, dentistas, agentes comunitários de saúde e agentes de endemia.







Correio do Povo