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CHAPECÓ - MP pede cassação e inelegibilidade de Astrit Tozzo
A ex-secretária de Educação de Chapecó teria utilizado a máquina pública em favor da reeleição ao legislativo
A vereadora reeleita de Chapecó/SC, Astrit Tozzo (PSD) está sendo investigada pelo Ministério Público Eleitoral por supostamente ter utilizado a máquina pública. Além da ex-Secretária Municipal de Educação, o procedimento também envolve três servidoras comissionadas da Secretaria, indicadas pela vereadora aos cargos. A ação aguarda decisão judicial.

Na ação, o Promotor Eleitoral Fabiano David Baldissareli, que atua perante a 35ª Zona Eleitoral, expõe que apesar de se desincompatibilizar do cargo de secretária Municipal em fevereiro de 2016 para concorrer às eleições, Astrid teria utilizado a máquina pública em favor de sua candidatura.

Conforme apurado pelo Promotor Eleitoral, no mês anterior às eleições, foram concedidas férias para quase 30% das gestoras da rede educacional do município, com o único intuito de elas trabalharem pela eleição da ex-Secretária ao cargo de vereadora. Outras três servidoras comissionadas da Prefeitura também estão sendo investigadas.

O Ministério Público Eleitoral apurou, ainda, que a concessão de férias ocorreu de modo atípico, pois nos anos anteriores nos quais não houve eleição municipal as férias dos gestores foram casos isolados. Até então elas eram tiradas integralmente no mês de janeiro, junto das férias escolares.

“Notadamente, acreditaram as representadas que mediante a concessão de férias aos Gestores da rede pública municipal de ensino estaria legitimada a liberação de verdadeira força-tarefa de Gestores vinculados à Secretaria Municipal de Educação voltados para a captação de votos nas Eleições de 2016 e encobririam formalmente o aparelhamento público que se estabeleceu nessa Secretaria”, argumenta Baldissarelli.

O Ministério Público pede a cassação do registro ou diploma da candidata eleita Astrid Tozzo, sua inelegibilidade por oito anos e a aplicação de multa eleitoral. Em relação às três servidoras comissionadas da Secretaria de Educação foi requerida a inelegibilidade delas por oito anos e a aplicação de multa. A ação aguarda decisão judicial.


Defesa

A vereadora Astrit Tozzo (PSD) afirmou que ainda não foi notificada pela Justiça e desconhece a investigação. Em momento oportuno irá responder sobre o caso.



Fonte: ROBERTO LORENZON