Tiro que matou bancário em Ibiraiaras partiu de arma de policial aponta laudo

Caso deve ser apurado no âmbito da Justiça Militar

Foto: Reprodução/RBS TV

 

Laudo do Instituto-Geral de Perícias, recebido pela Polícia Civil, aponta que partiu de arma da polícia o tiro que matou o bancário Rodrigo Mocelim da Silva, de 37 anos, em ataque ao Banco do Brasil em Ibiraiaras, em dezembro de 2018. Ele era gerente de serviços da agência bancária e foi um dos reféns dos assaltantes.

Após o ataque a duas agências bancárias e uma lotérica, os suspeitos fugiram e houve perseguição. Três deles acabaram presos, e foram denunciados pelo Ministério Público em janeiro. Outros seis morreram no confronto com os policiais.

Os denunciados responderão por crimes de associação em organização criminosa armada, latrocínio, tentativas de homicídios qualificadas, porte de arma e munições de uso permitido, posse de artefatos explosivos, receptação de coletes balísticos, receptação de veículos, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e roubos majorados aos bancos e a uma empresa de vigilância (levaram revólveres e coletes balísticos), roubo de joias, dinheiro e celulares de clientes que estavam nos bancos, além de danos qualificados.

O coronel Ricardo Fraga Cardoso, comandante regional da Serra, disse que a Brigada Militar lamenta o fato e se solidariza com a família. Ele acrescenta que o intuito, na ocasião, era garantir a segurança da comunidade. Um Inquérito Policial Militar deve ser concluído nos próximos dias. Só então a BM vai se manifestar novamente.

O  Ministério Público informou que a apuração da conduta do policial militar ocorrerá no âmbito da Justiça Militar, após o encaminhamento do inquérito da BM.

O diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Sander Cajal, diz que não divulga detalhes de laudos periciais.

 

Fonte: G1.com/RS

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