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Caxias do Sul - Após missa e homenagens, corpo do empresário Raul Randon é cremado
Aos 88 anos, empresário morreu no sábado (3), por causa de complicações depois de uma cirurgia na perna

O do corpo de empresário Raul Anselmo Randon foi cremado nesta segunda-feira (5) em uma cerimônia reservada, depois de várias homenagens em Caxias do Sul, na serra gaúcha, onde construiu sua carreira em uma das empresas mais importantes do país. Aos 88 anos, ele morreu no sábado (3), por causa de complicações depois de uma cirurgia na perna.

Milhares de pessoas fizeram questão de dar adeus a Raul Randon. Os mais de 6 mil funcionários das sedes das empresas foram liberados para acompanhar as homenagens.

No velório, a família recebeu os cumprimentos de políticos, líderes empresariais e de muitos funcionários do grupo. Para muitas das pessoas que foram até a Igreja de São Pelegrino, onde uma missa foi celebrada, ele foi mais que um chefe: foi amigo e inspiração.

Seu Raul, como era conhecido, era um homem simples e sempre foi muito próximo de todos os que o ajudaram a construir um dos maiores grupos empresariais do Brasil.

"Seu Raul não fazia distinção entre um diretor, um gerente e as pessoas de chão de fábrica. Sempre foi uma pessoa que tinha um carisma e uma preocupação com a sociedade", afirma a coordenadora de planejamento tributário das empresas, Marilice Conti.

"Até almoçar lá com a gente ele ia almoçar, no refeitório dos funcionários. Vi várias vezes ele lá", diz o operário Amauri Lima da Silva.

Nascido em Tangará, Santa Catarina, começou a trabalhar aos 14 anos em uma pequena ferraria junto com o pai. Mas foi em Caxias do Sul, que construiu um império. O conjunto de fábricas ajudou a cidade gaúcha a se tornar o segundo maior pólo metalmecânico do país.

Randon criou um instituto que leva o nome da mãe e com ele ajudou a formar novos cidadãos. Nos últimos anos deixou a administração das fábricas de carrocerias para investir em paixões como queijos e vinhos. Criou sete marcas, consolidadas no mercado.

Randon estava internado há três meses no Hospital Alber Einsten, em São Paulo. Ele teve complicações após uma cirurgia para implantar um pino entre a bacia e o fêmur. Ele morreu no sábado (3) e o corpo chegou ao Rio Grande do Sul no domingo (4)






Fonte: G1